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Ricardo Pires
Cybersecurity Manager do .PT
30-11-2021
Dia Internacional da Segurança do Computador
Em 1971, os cientistas altamente especializados que desenvolviam a rede ARPANET – a predecessora da internet – viram aparecer nos seus computadores a seguinte mensagem:

"I’m the Creeper: catch me if you can”
(Em português: Eu sou o Creeper: apanha-me se és capaz)

Estávamos perante o primeiro vírus informático da história, que foi chamado de "Creeper”.





O "Creeper” não passou de uma prova de conceito do hábil programador Bob Thomas, que tinha apenas a intenção de demonstrar a teoria de John von Neumann1  – dos finais dos anos 40 -, de que era possível criar um software que viajasse de computador em computador numa rede informática de forma autónoma. Bob Thomas atingiu com sucesso o seu objetivo e impulsionou a criação de ferramentas para a proteção dos computadores e das redes, como por exemplo, os antivírus.

Desde então, os computadores e a internet evoluíram, e tornaram-se indispensáveis ao desenvolvimento de atividades dos mais diversos setores e para conectar pessoas das mais diferentes culturas e comunidades. 

Com a democratização dos computadores e da internet, mais vírus informáticos e com maior impacto no dia-a-dia das organizações e dos cidadãos foram surgindo, culminando no vírus "Morris”, que em 1988 tornou indisponível quase 10% da rede ARPANET.

Este acontecimento, criou, nos Estados Unidos, uma grande necessidade de sensibilizar empresas e cidadãos para os perigos e ameaças das novas tecnologias e da importância da adoção de práticas mais ciberseguras. 

Nasce assim o dia, que hoje comemoramos, dedicado à segurança dos computadores.

Como podemos celebrar este dia? 

Utilizar passwords fortes: Devemos usar passwords longas (pelo menos 9 caracteres) e incluir letras maiúsculas, minúsculas, símbolos e números. Não devemos colocar nas nossas passwords informações pessoais, como por exemplo, a nossa data de nascimento ou clube de futebol.

Dois fatores de autenticação: Ter uma password forte pode não ser suficiente nos dias de hoje, por isso recomenda-se a autenticação com múltiplos fatores. A autenticação com múltiplos fatores acrescenta uma camada extra de segurança à habitual password. Por isso, sempre que possível, devemos configurar as nossas contas para utilizar um segundo fator como o SMS ou o Token digital.

Manter o computador atualizado: É importante manter o software dos nossos dispositivos atualizados. Devemos atualizar com regularidade os nossos dispositivos. As atualizações têm correções de segurança que nos ajudam a estar mais protegidos contra bugs e/ou vulnerabilidades conhecidas.

Cifrar e fazer backup dos dados: Os cibercriminosos nem sempre procuram roubar os nossos dados. Por vezes, o objetivo é simplesmente cifrá-los ou apagá-los. Portanto, deve sempre cifrar os seus dados e, realizar o seu backup com regularidade. Atenção, deve armazenar os seus backups num outro dispositivo ou mesmo numa nuvem online.

Verificação regular de segurança: Deve realizar auditorias de vulnerabilidades aos seus sistemas e aplicações regularmente. Isto vai ajudar a identificar preventivamente alguma falha de segurança que possa colocar em causa a disponibilidade, integridade ou confidencialidade da sua informação.

Sensibilizar todos os colaboradores: É essencial sensibilizar os colaboradores para os perigos e ameaças do ciberespaço. As pessoas continuam a ser o elo mais fraco na cadeia de um ataque cibernético.

1 von Neumann, John; Burks, Arthur W. (1966), Theory of Self-Reproducing Automata.



Nota: os artigos deste blog não vinculam a opinião do .PT, mas sim do seu autor.
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