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Blog

Sara Monteiro
System administrator (ex-colaboradora do .PT)
07-09-2020
Socializar em tempos de quarentena
Como dizia Gabriel García Márquez, "A vida não é a que se viveu, se não a que se recorda, e como recorda para contá-la", os tempos que decorrem hoje, um dia serão relembrados e também recontados, mas esse dia ainda está para vir, no imediato a incerteza é o que nos assiste e para isso tentamos reinventar o impossível em tempos de diversidade.

O ser humano é um ser social por natureza, gosta de conviver, confraternizar, degustar, partilhar, cuidar, tocar, marcar, relembrar, abraçar, mas como se pode colocar tudo isso em prática sendo imposto um distanciamento social para nossa protecção, para protecção da humanidade?

Festas de aniversário com apagar de velas, reuniões de trabalho, matar saudades de uma voz, de um rosto ou expressão, fazer refeições em família, entrevistas de emprego, exercitar em conjunto, trabalhar em equipa, conhecer pessoas novas, tudo isto e muito mais à distância de um ecrã e de uma comunicação essencial designada Internet, e das ferramentas que nos permitem utilizar o som e as imagens para tentar compensar a ausência da presença.

Teria sido mais complicado, mais difícil de navegar, se este marco na história tivesse decorrido noutros tempos, em que a tecnologia não estaria tão evoluída e não nos teria sido permitido usá-la a nosso favor, sendo de tamanha importância para a nossa superação, capacidade de resiliência e estabilidade emocional.

"A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada", parafraseando novamente Gabriel García Márquez, por muito que se tivesse previsto tamanha fatalidade nada se conseguiu fazer para que fosse evitada, só nos resta aprender com o presente e aplicá-lo no futuro.

Mas uma coisa é garantida, continuar a apostar na evolução tecnológica e na comunicação via Internet é o caminho certo para que se possa ter ferramentas sempre disponíveis para alturas de maiores apertos e porque acima de tudo "dou valor às coisas, não por aquilo que valem, mas por aquilo que significam", Gabriel García Márquez.

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